| História |
Arujá é uma antiga povoação situada a nordeste da capital paulista, entre as serras da Cantareira e do Mar, às margens do ribeirão Baquirivu-Guaçu, com acesso principal pela Rodovia Presidente Dutra. De origem tupi, Arujá significa "abundantes de peixinhos barrigudinhos ou guarus", de acordo com a obra O Tupi-Geografia Nacional, de Theodoro Sampaio. O município surgiu com um simples traçado de uma estrada vicinal, que saía da Praça da Sé, passava pelo Brás, Penha, Guarulhos, Bonsucesso, Arujá, até chegar ao Rio de Janeiro. O caminho era usado por tropeiros que se dispersavam pela floresta afora, sentido Vale do Paraíba – Rio de Janeiro. Conhecidos como "faisqueiros", esses homens eram os responsáveis pelo contato com os índios, além de extraírem ouro do Rio Jaguari, levando-o para Bonsucesso e, de lá, para Guarulhos.
A descoberta do ouro foi o primeiro passo para o seu desenvolvimento. Em seguida, veio também a extração de produtos vegetais, como a madeira, em escala mais acentuada, que servia de fonte de energia industrial e doméstica para a cidade de São Paulo, em sua fase de urbanização. A vila de Arujá teve origem com a capela do Senhor Bom Jesus, seu Padroeiro, construção iniciada em 1781 por José de Carvalho Pinto e concluída por seu irmão, o capitão João de Carvalho Pinto. Em 1852, Arujá passou a ser distrito do município de Mogi das Cruzes, sendo transferido para o município de Santa Isabel em 1944. A extração desordenada de produtos vegetais também trouxe problemas e contribuiu para a primeira devastação vegetal na região. Conforme investigação, em vários pontos da mancha vegetal existiam sulcos retangulares caracterizando grandes covas, conhecidas como "carvoeiras". A queima de madeira em grande quantidade, coberta com capim e terra, com um respiro numa das extremidades, acontecia durante três dias ou mais, transformando a madeira em carvão vegetal. Assim, no período do século XIX ao XX, a flora e a fauna foram devastadas quase que totalmente. Enquanto isso, os próprios canteiros de assentamento das "carvoeiras" transformaram-se em moradias, inserindo grandes manchas de plantações de subsistência. Em consequência disso, deu-se a origem de maiores fazendas – cafeeiras, açucareiras etc. –, contribuindo para o aparecimento das primeiras manchas urbanas, caracterizando um núcleo de comunidade que se concentrava na antiga estrada vicinal denominada Arujá-Bonsucesso, também conhecida como estrada São Paulo-Rio.
Naquele período de povoamento, no trecho compreendido ao lado da Igreja Senhor Bom Jesus de Arujá, logo suas margens foram edificadas, permanecendo assim até a década de 1950, quando Arujá foi elevada à categoria de município, por Lei Estadual nº 5.285, de 18 de fevereiro de 1959. Sua instalação verificou-se no dia 1º de janeiro de 1960. Ainda na década de 1950, surgiram os primeiros loteamentos na área central, que deram origem aos primeiros condomínios. Em 1974, a Prefeitura de Arujá informatizou-se. A expansão prosseguiu na década de 1980. Outros empreendimentos envolveram a orla central da cidade, tendendo para a direção norte e leste, sendo que esses loteamentos pertenciam à classe mais popular. Este avanço limitou-se no divisor de mananciais e nas superfícies íngremes, sendo limitada esta orla por uma barreira física. A partir dos anos 1990, além do Centro Industrial, da arborização, dos clubes de lazer e esportes e de dois golf clubes, a cidade tomou novo impulso com a implantação de novos condomínios horizontais, aumentando a qualidade de vida. Desde 19 de abril de 1985, Arujá adotou o codinome "Cidade Natureza".
Dr. João Mendes de Almeida, no seu Dicionário Geográfico da Província de São Paulo (1902), tem como certo que Arujá tem origem em “limo, lama, folhagem seca, detritos vegetais”.
O Prof. Afonso de Freitas afirma, em seu Dicionário dos Municípios do Estado de São Paulo (1985): “Arujá é nome de um rio nascido na vila de Mogi das Cruzes”.
Frei Francisco dos Prazeres Maranhão (1890), em seu glossário de Palavras Indígenas, diz que Arujá significa “morada de sapos”, embora não exista nessa palavra referência a sapo.
O padre Manoel da Fonseca, da Cia. de Jesus, no ano de 1752, escreve em seu livro Vida do Venerável Padre Bechior de Pontes, pág. 133:
“As serras de Arujá, onde parece que se foram os raios e coriscos, como se naquele lugar estivesse a oficina de Vulcano, mas com tal segurança, vivem os índios naquele sítio debaixo da proteção de Nossa Senhora da Ajuda.”
Os padres da Cia. de Jesus chamavam Arujá de “Serras dos Raios”. Por este motivo, Arujá não teve aldeia indígena, os índios habitavam em buracos feitos no chão para se protegerem dos raios.
Mas a interpretação que prevaleceu como oficial foi a de Teodoro Sampaio, na sua obra, O Tupi na geografia nacional (1928), “abundantes de peixinhos barrigudinhos ou guarus”, o que pode ser cardumes de guarus.
Diz a tradição, pelas vozes de Bráulio Coutinho, Etelvira Martins Guimarães e outros, que uma das histórias mais conhecidas sobre a origem da capela do Senhor Jesus , divulgada pela imprensa durante a comemoração do primeiro centenário de Arujá, relata que, por volta de 1741, segundo a crença popular, uma imagem de Jesus Cristo foi encontrada pelos índios no local onde hoje se situa a igreja do Senhor Jesus. A imagem recebeu o nome de Senhor Jesus do Arujá.
Conta ainda a tradição que foi construída uma morada para abrigar a imagem. Por várias vezes, a imagem foi retirada da morada e levada para fazendas próximas. Por milagre, segundo a crença do povoado, ou por arrependimento dos fazendeiros, a imagem sempre retornava para a morada.
Foi então que sitiantes da região, impressionados com o fato e sua repercussão, passaram a acreditar que a imagem queria que fosse construída uma capela naquele lugar. Esta foi construída por escravos, na mesma época.
Arujá teve sua origem em 1781, com a construção de uma capela dedicada ao Senhor Bom Jesus de Arujá.
30 de novembro de 1938 - IncorporaçãoAtravés do Decreto Estadual nº 9.775/38, Arujá foi incorporado ao Município de Santa Isabel.
03 de julho de 1839 - CuratoA capela do Senhor Bom Jesus de Arujá foi ereta em capela curada em 3 de julho de 1839, tendo obtido nesta mesma ocasião as provisões de ereção e bênção.
08 de junho de 1852 - Freguesia da Paz (FUNDAÇÃO)Em 8 de junho de 1852, por Lei sancionada por Hipólito José Soares, presidente da Província de São Paulo, cuja Lei tomou o nº 4, sendo sancionada nessa mesma data. Nessa época Arujá pertencia ao vizinho Município de Mogi das Cruzes. A data oficial do “Dia do Município” é o de 8 de junho, reconhecido pelo governo estadual através da publicação no Diário Oficial do Estado do dia 27 de janeiro de 1967, Decreto nº 47.664, de 26 de janeiro de 1967 e Lei Municipal nº 21/61 , de 21 de setembro de 1961.
06 de agosto de 1852 - Dia do PadroeiroA data oficial do Padroeiro da Cidade “Senhor Bom Jesus de Arujá”, foi determinada pela Lei Municipal nº 01/62 , de 12 de Abril de 1962.
18 de fevereiro de 1959 - MunicípioEm 18 de fevereiro de 1959 foi sancionada pelo DD. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Francisco Franco, a Lei Estadual nº 5.285, elevando Arujá à categoria de Município.
01 de janeiro de 1960 - Instalação Solene do MunicípioAtendendo aos dispositivos da Constituição Estadual de 1959, a instalação solene do Município de Arujá realizou-se em 1º de janeiro de 1960, sob a presidência do MM. juiz de direito da Comarca de Santa Isabel, Doutor Jacintho Elias Rocha brito.
19 de abril de 1985 - Cidade NaturezaEm 9 de abril de 1985 a cidade adota pela Lei Municipal nº 634/85 o cognome "Cidade Natureza".
| Localização |
Arujá possui uma localização estratégica, fator que confere ao município grande potencial no que se refere ao desenvolvimento econômico e que, ao mesmo tempo, o permite preservar a tranquilidade e a qualidade de vida comuns às cidades interioranas. Situado na região nordeste do Estado, às margens da Rodovia Presidente Dutra (eixo de ligação entre as duas principais cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro), o município está entre a zona do Alto Tietê e o Vale do Paraíba. Sua posição quanto ao marco zero da Capital do Estado de São Paulo é de 37 km e seu percurso é facilmente percorrido em menos de 30 minutos. E é justamente esta uma das razões que tornam a cidade atrativa para a instalação de empresas, inclusive multinacionais. Arujá possui, ao todo, uma área territorial de 97,7 km2. Deste total, 51 km2 estão sob proteção da Lei de Mananciais, que zela pela preservação ambiental.
O acesso à cidade é viabilizado por diversas vias que ligam Arujá à importantes corredores de ligação até rodovias estaduais e federais (como Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhaguera, Bandeirantes, Fernão Dias, Dutra, Ayrton Senna, Anchieta e Imigrantes) o que facilita e agiliza o transporte terrestre de cargas saídas do município para todos os pontos do Estado e do país.

Por via aérea, a cidade também é privilegiada.
O heliponto localizado na cidade é rota obrigatória para as linhas de voos entre São Paulo e Rio de Janeiro, sendo de fácil acesso pelas avenidas e vias expressas do município.
O aeroporto internacional do Estado, situado na cidade de Guarulhos, há menos de 15 minutos do centro da cidade, tem duas rotas: uma por via municipal, que liga a cidade de Arujá diretamente ao bairro de Cumbica, e a outra pela própria Rodovia Presidente Dutra.

| Nome | Distância |
|---|---|
| Itaquaquecetuba | 10.4 km |
| Guarulhos | 12.7 km |
| Santa Isabel | 13.4 km |
| Poá | 14.6 km |
| Suzano | 16.1 km |
| Ferraz de Vasconcelos | 16.9 km |
| Mogi das Cruzes | 19.8 km |
| Franco da Rocha | 23.8 km |
| Nazaré Paulista | 25.5 km |
| Igaratá | 27.3 km |
| Mariporã | 28.5 km |
| Guararema | 28.7 km |
| Bom Jesus dos Perdões | 32.6 km |
| Mauá | 33.5 km |
| São Caetano do Sul | 34.2 km |
| Biritiba Mirim | 35 km |
| São Paulo | 36.6 km |
| Ribeirão Pires | 36.6 km |
| Santo André | 37 km |
| Jacareí | 37.6 km |
| Piracaia | 38.3 km |
| Galeria de fotos |
| Dados Geográficos |
| Faixa Etária | Quantidade de Homens | Percentual (%) | Quantidade de Mulheres | Percentual (%) | Total |
|---|---|---|---|---|---|
| 0 a 4 anos | 3.099 | 11.2 | 2.948 | 10 | 6.047 |
| 5 a 9 anos | 2.955 | 10.7 | 2.897 | 9.7 | 5.852 |
| 10 a 14 anos | 3.138 | 11.4 | 3.045 | 10.2 | 6.183 |
| 15 a 19 anos | 3.202 | 11.6 | 3.179 | 10.7 | 6.381 |
| 20 a 24 anos | 2.875 | 10.4 | 2.955 | 9.9 | 5.830 |
| 25 a 29 anos | 2.441 | 8.8 | 2.574 | 8.6 | 5.015 |
| 30 a 34 anos | 2.342 | 8.5 | 2.363 | 7.9 | 4.705 |
| 35 a 39 anos | 2.160 | 7.8 | 2.424 | 8.1 | 4.584 |
| 40 a 44 anos | 2.059 | 7.4 | 2.049 | 6.9 | 4.108 |
| 55 a 49 anos | 1.769 | 6.4 | 1.644 | 5.5 | 3.413 |
| 50 a 54 anos | 1.198 | 4.3 | 1.131 | 3.8 | 2.329 |
| 55 a 59 anos | 752 | 2.7 | 702 | 2.3 | 1.454 |
| 60 a 64 anos | 521 | 1.8 | 565 | 1.9 | 1.086 |
| 65 a 69 anos | 398 | 1.4 | 464 | 1.5 | 862 |
| 70 a 74 anos | 282 | 1 | 349 | 1.1 | 631 |
| 75 anos ou mais | 323 | 1.1 | 382 | 1.2 | 705 |
| TOTAL | 27.506 | 100 | 29.671 | 100 | 59.185 |
| Faixa Etária | Quantidade de Homens | Percentual (%) | Quantidade de Mulheres | Percentual (%) | Total |
|---|---|---|---|---|---|
| 0 a 4 anos | 2.737 | 3.7 | 2.605 | 3.5 | 5.342 |
| 5 a 9 anos | 3.063 | 4.1 | 3.112 | 4.2 | 6.175 |
| 10 a 14 anos | 3.673 | 4.9 | 3.439 | 4.6 | 7.112 |
| 15 a 19 anos | 3.483 | 4.6 | 3.235 | 4.3 | 6.718 |
| 20 a 24 anos | 3.356 | 4.5 | 3.214 | 4.3 | 6.570 |
| 25 a 29 anos | 3.221 | 4.3 | 3.477 | 4.6 | 6.698 |
| 30 a 34 anos | 3.121 | 4.2 | 3.282 | 4.4 | 6.403 |
| 35 a 39 anos | 2.720 | 3.6 | 3.053 | 4.1 | 5.773 |
| 40 a 44 anos | 2.734 | 3.6 | 2.746 | 3.7 | 5.480 |
| 45 a 49 anos | 2.256 | 3.0 | 2.555 | 3.4 | 4.811 |
| 50 a 54 anos | 2.055 | 2.7 | 2.171 | 2.9 | 4.226 |
| 55 a 59 anos | 1.683 | 2.2 | 1.710 | 2.3 | 3.393 |
| 60 a 64 anos | 1.110 | 1.5 | 1.180 | 1.6 | 2.290 |
| 65 a 69 anos | 728 | 1 | 747 | 1 | 1.475 |
| 70 a 74 anos | 425 | 0.6 | 560 | 0.7 | 985 |
| 75 anos ou mais | 574 | 0.8 | 880 | 1.4 | 1454 |
| TOTAL | 36.939 | 100 | 37.966 | 100 | 74.905 |
| Bandeira |
Lei nº171/68 dispõe sobre a criação da bandeira do município de Arujá. A bandeira é de formato retangular, dividida em quatro campos iguais, sendo dois azuis celeste, (cor do céu) e dois brancos, tendo no centro o brasão de domínio do município. A bandeira de Arujá foi desenhada pelo funcionário da Prefeitura do município de Arujá Juvenal Barbosa durante a administração do prefeito Benedito Manoel dos Santos no ano de 1968.
O projeto e a distribuição da bandeira nas escolas e repartições públicas em Arujá foi uma cortesia do Lions Clube de Arujá.
A Bandeira foi padronizada conforme a Lei 2.863/2016 .
Terciado em faixa ondada de azul, com doze peixes também de prata, tendo o escudo sanítico de campo de prata com chefe duas estrelas de goles e na ponta a cruz da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo. Coroa mural de prata, conforme a Lei 167/1968 .
A faixa ondada com peixes de prata representa o nome Arujá (em tupi: Aru-ya), abundante de peixinhos, chamados no Estado de São Paulo de barrigudinhos, como se lê em Teodoro Sampaio: O Tupi na Geografia Nacional.
As duas estrelas em chefe representam os símbolos do Escudo de Armas do Brasil (com seu ornamento exterior) e do Estado de São Paulo (com o seu timbre sobreposto ao Escudo do mesmo Estado). A Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo é o símbolo tradicional do Brasil, já figurando nas caravelas do descobrimento, no Escudo do Brasil-Reinado e do Brasil-Império e, no espiritual, o Brasil pertenceu à nossa Ordem.
Trata-se de um brasão parlante, representando o seu próprio nome, isto é, a sua toponímia, Arujá, como figura central da sua simbologia. Foi conseguido o máximo de simbologia heráldica no mínimo de representação, o que constitui o ideal dos brasões heráldicos de domínio. A coroa mural de prata é o símbolo de domínio. Representa autonomia política do município e símbolo de autoridade e foi atualizada conforme a Lei 2.863/2016 .
| Hino da Cidade |
Arujá, cidade natureza,
É mesmo uma beleza
A gente aqui morar.
Tem rios, tem campos,
Tem flores, tem serra,
Eu amo esta terra
E aqui vou ficar.
Seu ar tão puro,
Suas águas cristalinas.
É a cidade menina,
Em que todos vêm morar.
Suas noites lindas,
Seu céu tão aberto,
Que a Lua de perto,
Vem iluminar.
(Refrão)
É Arujá, meu Arujá,
Que eu amo tanto
E aqui vou ficar.
Letra e música de Antônio Carlos Mendonça
Oficializado pela Lei Municipal nº 666/85, de 6 de dezembro de 1985.
| Pontos Turisticos |
| Fotos Históricas |
| Prefeitos e Vices |

01/01/1960 a 31/12/1963

01/01/1960 a 31/12/1963

01/01/1964 a 31/01/1969

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01/02/1969 a 31/01/1973

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01/02/1973 a 31/01/1977

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01/02/1977 a 31/01/1983

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01/02/1983 a 11/05/1988

01/02/1983 a 11/05/1988

12/05/1988 a 31/12/1988

01/01/1989 a 06/02/1990

01/01/1989 a 06/02/1990

07/02/1990 a 31/12/1992

01/01/1993 a 31/12/1996

01/01/1993 a 31/12/1996

01/01/1997 a 31/12/2004

01/01/1997 a 31/12/2004

01/01/2005 a 31/12/2008

01/01/2005 a 31/12/2008

01/01/2009 a 31/12/2016

01/01/2009 a 31/12/2016